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Após uma troca de disparos entre o Irã e os Estados Unidos, a trégua frágil entre os países voltou a balançar nesta sexta-feira, 8, quando a República Islâmica afirmou ter apreendido um petroleiro, que as autoridades acusaram de tentar interromper as exportações de petróleo iraniana e prejudicar os interesses nacionais, além dos Emirados Árabes Unidos terem denunciado um novo ataque “proveniente do Irã”.
“A Marinha da República Islâmica do Irã, com uma operação especial planejada no Golfo de Omã, apoderou-se do petroleiro infrator Ocean Koi”, afirmou um comunicado militar divulgado pela agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica.
O relatório inicial não forneceu detalhes sobre a bandeira da embarcação, sua propriedade ou o local do incidente, porém alguns veículos citam que seria de Barbados. A nota acrescenta que o petróleo pertencia à República Islâmica e destaca que o navio foi desviado para a costa do sul iraniana depois de tentar “danificar e perturbar as exportações de petróleo do Irã”.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta sexta que sua defesa aérea enfrenta ataques com mísseis e drones “procedentes do Irã”, poucas horas após uma troca de disparos entre Estados Unidos e a República Islâmica que colocaram a frágil trégua em risco.
As Forças Armadas americanas informaram que atacaram alvos militares iranianos na quinta-feira 7, depois que as forças de Teerã lançaram ataques contra três de seus contratorpedeiros que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
“As forças americanas interceptaram ataques iranianos não provocados e responderam com ataques defensivos enquanto contratorpedeiros lança-mísseis da Marinha cruzavam o Estreito de Ormuz rumo ao golfo de Omã”, escreveu no X (ex-Twitter) o Centcom, o comando militar responsável pelas operações no Oriente Médio.
O comando militar iraniano acusou o Exército americano de violar o cessar-fogo ao atacar navios nas imediações do Estreito de Ormuz.
O Exército americano “atacou um petroleiro iraniano, assim como outro barco”, afirmou o comando das forças armadas Khatam al Anbiya, ao acusar também Washington de ter realizado ataques no sul do Irã “em cooperação com outros países da região”.
As forças iranianas “responderam de imediato atacando navios militares americanos, e causando danos importantes”, acrescentou.
O presidente americano, Donald Trump, porém, afirmou na noite de quinta que o cessar-fogo com Teerã seguia vigente, minimizando os ataques iranianos contra três navios militares americanos que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
Ao ser perguntado se a trégua seguia de pé, Trump respondeu: “Sim, está. Hoje se meteram conosco. Os fulminamos. Se meteram conosco. Chamo isso de insignificante”.
Horas antes, o presidente republicano havia ameaçado Teerã com represálias “violentas” se não assinar “rápido” um acordo.