Belo Horizonte – O PT segue tendo o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como seu plano A para a eleição ao governo mineiro, apesar de atritos recentes.
A presidente do PT mineiro e deputada estadual Leninha acredita que a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre de 18 a 21 de maio, na capital federal, é o momento ideal para que Pacheco (PSB-MG) assuma a entrada na disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições deste ano.
Apesar da confiança, outros cenários são considerados e três nomes correm por fora: dois são os também pessebistas Josué Alencar, o ex-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares. Além disso, há petistas que preferem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
“O Pacheco reúne todas as condições, inclusive, vejo isso pelos prefeitos do interior que gostam muito dele, não só de disputar e ganhar as eleições”, afirmou a presidente petista em MG. O senador afirmou, na terça-feira (5/5), que o seu futuro será anunciado até o final deste mês.
A figura de Pacheco é bem vista por muitos prefeitos mineiros, mesmo entre aqueles que não são alinhados ao PT.
Pedidos de Lula
Desde junho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem reforçando Pacheco como seu preferido na sucessão mineira. O senador, entretanto, ainda não se apresentou como postulante e, segundo lideranças dos dois partidos, aguarda movimentos da cúpula petista visando maior segurança para confirmar seu nome na urna.
O presidente do PSB Minas e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto, defende prudência e reforça que qualquer outro nome só será discutido com partidos aliados após a decisão de Pacheco, que é a escolha do partido no momento. Caso o senador abra mão da disputa, Neto vê os outros dois pessebistas como figuras fortes para assumirem o pleito.
Leninha vê a filiação de Alencar e Jarbas Soares no PSB como uma tentativa de Pacheco de não deixar o PT sem um palanque de peso no estado. “O sentimento que carrego é que, mesmo se ele não vier, não vai deixar o presidente Lula na mão. Ele vai nos ajudar a achar uma solução para o nome que vai disputar o governo do estado”, disse a dirigente petista.
Josué Gomes “na reserva”
A indecisão de Rodrigo Pacheco vem sendo vista com desconfiança por uma ala petista que argumenta que a legenda não aguarde a posição do senador e passe a defender Josué Alencar para o Palácio Tiradentes.
Entre os pontos fortes apontados pelo grupo estão a proximidade com empresários e industriais e com o vice-governador Geraldo Alckmin (PSB-SP); e a herança política do seu pai, o ex-vice-presidente José Alencar.
O empresário chegou a ser aventado como vice em uma possível chapa ao governo de São Paulo, que teria Alckmin como cabeça. Apesar da possibilidade, o PT decidiu pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a disputa paulista.
Já os que veem a candidatura do empresário com receio mencionam dois pontos centrais: o fato dele estar afastado de Minas Gerais há mais de três décadas, apesar de ter sido candidato ao Senado no estado em 2014; e o processo de recuperação judicial do Grupo Coteminas, empresa fabricante de produtos têxteis, comandada pelo pessebista.
O ex-prefeito Alexandre Kalil é visto como uma alternativa pouco provável a ser novamente apoiado pelo Partido dos Trabalhadores para o governo estadual, mas é um nome bem cotado para o Senado junto à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).
“Isso sim fortaleceria muito a nossa composição. Ganharia um segundo voto de peso”, afirmou uma fonte do PT. Atualmente, a ex-vereadora de BH Áurea Carolina (Psol-MG) é a mais cotada para a dobradinha com Marília.




