O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta sexta-feira (8) que um navio-tanque carregado com produtos petrolíferos e tripulação chinesa foi atacado no Estreito de Ormuz e expressou profunda preocupação com as embarcações afetadas pelo conflito em curso no Oriente Médio.

Há cidadãos chineses a bordo da embarcação, mas até o momento não há relatos de vítimas entre a tripulação, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, durante uma coletiva de imprensa regular.

A mídia chinesa Caixin noticiou na quinta-feira (7) que um navio-tanque de produtos petrolíferos de propriedade chinesa, com a inscrição “CHINA OWNER & CREW” (Proprietário e Tripulação da China), foi atacado perto do Estreito de Ormuz na segunda-feira (4).

O ataque ocorreu antes de uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, em Pequim, na quarta-feira (6 de maio), quando discutiram a reabertura do estreito.

O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Enquanto isso, o cessar-fogo de duas semanas segue em vigor na região do Oriente Médio, com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa. 



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