O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, fez críticas à direita ao defender o Prouni (Programa Universidade para Todos) durante participação no II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas, realizado na noite desta quinta-feira (7), na Universidade Paulista (UNIP), na capital paulista.
Ao falar sobre a criação do programa, Haddad afirmou que setores da direita resistiram à implementação do Prouni por não concordarem com políticas de inclusão no ensino superior.
“O pessoal da direita não queria o Prouni porque eles estavam no bem bom, sem pagar impostos. E vocês sabem que eu não gosto desse pessoal que não paga imposto desde criancinha”, disse.
Considerado um dos principais idealizadores do Prouni durante sua atuação no Ministério da Educação nos dois primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad defendeu o legado das políticas educacionais petistas e rebateu críticas feitas à época da criação do programa.
“Disseram que não íamos investir em universidades públicas por causa do Prouni, e foi feito o maior investimento da história. Disseram que não íamos investir em educação básica, aí criamos o Fundeb. A cada dúvida, a gente respondia com um programa”, afirmou.
O Prouni foi lançado em 2004 e oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior para estudantes de baixa renda. O programa se tornou uma das principais vitrines das políticas educacionais dos governos do PT.
Durante o evento, Haddad também defendeu a mobilização estudantil e afirmou que a participação dos jovens na formulação de políticas públicas é fundamental para mudanças estruturais no país.
“Quando a UNE vai no MEC, apresenta uma pauta de reivindicações, isso é muito importante. Não subestimem. Tem muita coisa errada ainda no Brasil, esse país só vai ser arrumado por vocês”, disse.
O ex-ministro ainda afirmou que o Brasil possui grande potencial de desenvolvimento, mas enfrenta resistência de grupos que, segundo ele, atuam contra avanços sociais e educacionais.