Nesta sexta-feira, 8, a FIA anunciou que os carros de Fórmula 1 abandonarão a atual divisão 50/50 de motores a combustão e elétrico para a próxima temporada, em 2027. A mudança foi apresentada após uma reunião da instituição com chefes de equipe, gestores da competição e representantes das fornecedoras de motores da categoria.

No próximo ano, a potência do motor de combustão aumentará em cerca de 50 kW e, na mesma proporção, a potência de acionamento do sistema de recuperação de energia será diminuída. A divisão entre os motores seria, portanto, de aproximadamente 60/40.

Esses ajustes ainda não foram oficializados, pois precisam ser aprovados pelo Conselho Mundial de Automobilismo. Porém a FIA confirmou que houve um acordo entre as equipes, fabricantes e a Fórmula 1, dessa maneira a mudança deverá ocorrer para a próxima temporada.

Desde 2014, a FIA busca tornar os motores dos carros de corrida cada vez mais elétricos. Essa transição, em 2026, ganhou um capítulo significativo na história das corridas. As regras desta temperada possibilitaram um aumento de quase 300% na potência da parte elétrica do motor.

Isso causou polêmica, principalmente, entre os pilotos. Insatisfeitos com a forma de direção imposta pelo sistema elétrico, grandes figuras da competição fizeram críticas duras. Lewis Hamilton, sete vezes campeão da F1 e atual piloto da Ferrari, disse que os atuais carros são “ridiculamente complexos”. Max Verstappen, tricampeão mundial e piloto principal da Red Bull, declarou que a mudança nos motores promove uma “anticorrida”.

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Por outro lado, houve transformações significativas na dinâmica da competição neste ano: o número de ultrapassagens aumentou de 84 para 197 nos mesmo circuitos – estatística que divide opiniões, alguns alegam “artificialidade” do atual formato, enquanto outros valorizam a emoção causada pelo aumento de momentos como esses.

Em meio à discussão que envolve fãs, pilotos e empresas que colaboram com a competição, a FIA provavelmente voltará atrás em relação às mudanças dos motores.



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