
Horas após Ciro Nogueira ser um dos alvos da quinta fase da Operação Compliance Zero, o secretário-geral do Progressistas, Aldo Rosa, afirmou que espera que o dirigente do partido tenha amplo direito de defesa.
“O Progressistas espera que os fatos ocorridos na data de hoje, com o presidente Ciro Nogueira, sejam devidamente esclarecidas, com estrita observância ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal”, disse Rosa, em nota enviada à imprensa.
“O partido manifesta sua confiança nas instituições e na Justiça brasileira”, completou.
No relatório que embasou a operação de hoje, a PF apontou a identificação da suposta conduta do dirigente do Progressistas em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas.
De acordo com os investigadores, Ciro instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados do dono do Banco Master.
A investigação aponta o recebimento frequente de vantagens, como pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Além disso, há indícios de recebimento de dinheiro em espécie.
Os advogados de Ciro afirmam que o senador está comprometido em colaborar com a Justiça e que espera esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados.
Em nota, a defesa pontua que o dirigente partidário repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.