Após realizar um procedimento de reprodução assistida, uma juíza de 34 anos morreu em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, nessa quarta-feira (6/5). Mariana Francisco Ferreira trabalhava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e foi à cidade com objetivo de realizar uma fertilização in vitro em uma clínica particular do município – clínica Invitro Reprodução Assistida. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Uma hora após realizar a técnica de reprodução assistida, Mariana sentiu fortes dores e precisou ser hospitalizada devido um sangramento provocado por uma hemorragia vaginal. Após dois dias internada na unidade de terapia intensiva (UTI), a juíza sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Especialista explica se há riscos em realizar a reprodução assistida
Basicamente, a fertilização in vitro é um procedimento em que os óvulos e espermatozóides são unidos fora do corpo e, após o desenvolvimento, o embrião é colocado no útero. Em entrevista ao Metrópoles, o ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira afirma que, em geral, o tratamento é relativamente simples e seguro, mas, apesar de raros, existem riscos.
“O risco de uma complicação grave, como morte, é estimado em cerca de um caso para cada 100 mil pacientes submetidas à fertilização in vitro. As complicações mais comuns dentro desses casos raros são justamente as relacionadas à anestesia”, afirma o especialista membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).
Segundo o médico, além das complicações anestésicas, podem acontecer situações de infecção, choque anafilático e hemorragia, como aconteceu com a juíza. Ainda assim, as chances de ocorrer são baixas.



