A embaixada do Irã na Coreia do Sul declarou nesta quinta-feira (7) que “rejeita veementemente” qualquer alegação de envolvimento das forças armadas iranianas nos danos causados a uma embarcação sul-coreana no Estreito de Ormuz.
A embaixada, contudo, afirmou que, desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, Teerã tem “repetidamente enfatizado” que a via “é parte inseparável de sua geografia defensiva no enfrentamento de agressores e seus apoiadores”.
Assim sendo, as condições de navegação no estreito foram “afetadas pela evolução da situação de segurança”.
No início desta semana, houve uma explosão e um incêndio em uma embarcação ligada à Coreia do Sul no Estreito de Ormuz, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.
O navio de bandeira panamenha transportava 24 tripulantes, incluindo seis sul-coreanos, e estava atracado no estreito próximo aos Emirados Árabes Unidos quando ocorreu a explosão. Não houve relatos de vítimas, informou o ministério na ocasião.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã havia “disparado alguns tiros” contra o navio.
A Coreia do Sul estava avaliando a possibilidade de se juntar aos esforços dos EUA para orientar navios mercantes por meio do Estreito de Ormuz, segundo informou anteriormente o Ministério das Relações Exteriores do país, mas o projeto americano, de curta duração, foi posteriormente suspenso.