
Os mercados internacionais operaram em compasso de espera nesta quinta-feira, 7, de olho nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um possível fim da guerra. Nesta manhã, a agência de notícias AFP indicou que Teerã estuda o plano mais recente apresentado por Washington para encerrar o conflito e pretende comunicar seus “pontos de vista” sobre ele ao Paquistão, que media as negociações entre as duas partes.
A perspectiva de um cessar-fogo e a decisão do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo, aliviou os preços do petróleo brent. Apesar de o barril ainda estar cotado acima dos 100 dólares, o cenário desvalorizou os papéis da Petrobras, que tem grande peso na bolsa de valores brasileira.
Com isso, o Ibovespa caiu mais de 2% no pregão de hoje, impactado justamente pela baixa nas ações das petroleiras e pelo balanço do primeiro trimestre do Bradesco, banco que também tem forte peso no índice. A frustração veio devido à deterioração marginal da qualidade de ativos e queda nos níveis de cobertura, compensadas apenas parcialmente por itens menos recorrentes no resultado financeiro e em seguros.
Além disso, no cenário doméstico, os presidentes Lula e Donald Trump se encontraram para uma conversa a portas fechadas, em seguida de um almoço sobre às tratativas entre os líderes e suas comitivas. O republicano afirmou que a reunião foi “muito produtiva”, mas os investidores ainda aguardam os seus resultados.
Segundo Eduardo Levy, economista e sócio responsável da LB Endow, o mercado brasileiro se mostrou mais apático sobre o encontro, com mais expectativas do que certezas. “Qualquer notícia que saia a respeito de um possível acordo já foi lida como uma narrativa: muita informação e pouca ação”, afirma o especialista. “Somente quando um acordo estiver em prática, afetando balanças e movimento de recursos, será possível dizer que houve algo acionável.”
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: