
A campanha de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro já trabalha com o possibilidade de o escolhido pela família Bolsonaro não ocupar o Palácio Guanabara antes das eleições, devido à demora de uma decisão no STF sobre a linha sucessória do Rio. Presidente da Assembleia Legislativa do Rio, ele pede para que seja empossado governador, mas a cadeira segue ocupada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Ricardo Couto.
A percepção da equipe de campanha é a de que, a esta altura, o fato de comandar o Executivo fluminense pouco acrescentará à estratégia do bolsonarista.
Ruas será apresentado nos primeiros materiais de campanha feitos pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos como um anti-petista, em uma antítese a Eduardo Paes e à parceria com Lula em âmbito nacional.
Desconhecido da maior parte do público, ele terá a relação de intimidade com a família Bolsonaro evidenciada, além de ser colocado como alguém que conhece o interior e a Baixada Fluminense, além de se mostrar como um defensor de políticas de segurança pública defendidas por Cláudio Castro (PL) e o delegado Felipe Cury (PP).