A Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro começou a sediar o Exercício Operacional de Evacuação Aeromédica, que prepara militares para cenários de crise BNQR (biológica, nuclear, química e radiológica). As atividades, que começaram no dia 27 do último mês, devem acontecer na base aérea até esta sexta-feira (8).
Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), o exercício, comandado pelo tenente-Coronel aviador Leonardo Teles Gomes, tem como objetivo padronizar a resposta militar diante de ocorrências envolvendo agentes invisíveis de alta letalidade. Entre os focos das atividades, destacam-se:
- Promover o entendimento mútuo entre tripulações e equipes médicas;
- Maximizar o uso dos recursos disponíveis para o aprimoramento das equipes envolvidas;
- e adestrar os militares em missões conjuntas, com integração entre saúde operacional e aviação militar.
Além disso, entre os temas abordados no treinamento estão: fundamentos e normatizações da Defesa BNQR, reconhecimento e vigilância BNQR; uso de EPI e procedimentos de desinfecção.
O programa ainda inclui oficinas práticas para que os militares possam manusear EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), treinar o embarque e desembarque de vítimas em aeronaves e executar exercícios de simulação.
e uma evacuação aeromédica convencional […] Os equipamentos são os mesmos de saúde, a única diferença é que durante o ambiente da BNQR, utilizamos EPI, um material de proteção tanto para o paciente, no caso, as vítimas que podem ser transportadas, e para a equipe que está dando apoio e suporte de saúde no local.”]Vamos trabalhar com dois tipos de evacuação, sendo eles a evacuação aeromédica em ambiente da BNQR […] e uma evacuação aeromédica convencional […] Os equipamentos são os mesmos de saúde, a única diferença é que durante o ambiente da BNQR, utilizamos EPI, um material de proteção tanto para o paciente, no caso, as vítimas que podem ser transportadas, e para a equipe que está dando apoio e suporte de saúde no local.
De acordo com a FAB, entre as aeronaves envolvidas no treinamento estão: o C-105 Amazonas, o KC-390 Millennium, o C-97 Brasília, o C-95 Bandeirante e o H-36 Caracal, empregadas em missões de simulação de resgate, estabilização e transporte de pacientes em ambientes contaminados com agentes invisíveis.
Para o comandante, o exercício surgiu a partir da possibilidade de ameaças desses acidentes em grandes eventos. “[…] Como já aconteceu no Rio de Janeiro, na época da Copa do Mundo e das Olimpíadas, onde tripulações adestradas e treinadas, juntamente com a equipe médica ficaram de prontidão para dar uma pronta resposta no caso de um possível ataque desse tipo de ameaça e meio a um grande número de pessoas”, destacou Gomes.
Além da Força Aérea, o exercício também conta com a participação da Marinha e do Exército.