Belo Horizonte – Os palanques em Minas Gerais dos líderes da corrida ao Planalto até agora, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), seguem enrolados. Os dois grupos políticos, porém, estão acelerando as articulações em busca de candidaturas fortes a governador nesse estado onde estão em jogo 16 milhões de votos.

Flávio tem dificuldade em escolher um nome em meio a várias opções. Lula ainda está focado no senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), mas petistas estão cansando da hesitação do ex-presidente do Senado e alguns começam a pensar mais seriamente em outros nomes, mostrou o Metrópoles na coluna de Igor Gadelha.

Sob pressão, Lula e Flávio movem peças no xadrez eleitoral de Minas - destaque galeria

O presidente Lula
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O presidente Lula

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Rodrigo Pacheco
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Rodrigo Pacheco

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Cleitinho
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Cleitinho

Reprodução/Instagram

Rodrigo Pacheco ao lado de Lula
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Rodrigo Pacheco ao lado de Lula

Igo Estrela/Metrópoles
@igoestrela

Do lado do PL, conversas marcadas para esta quarta (6/5) e quinta-feira (7/5) têm o objetivo de trazer clareza ao caminho. Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e o núcleo duro da sigla vão tentar escolher entre apoiar a pré-candidatura do senador Cleitinho (Republicanos), do governador Mateus Simões (PSD), ou de um candidato próprio.

Esse candidato próprio seria o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe. Mas há quem defenda o nome do empresário e ex-prefeito de Betim (MG) Vittorio Medioli.

Líder nas pesquisas para o governo mineiro, Cleitinho intensificou nos últimos dias uma tentativa de atrair o apoio de Flávio. Ele declarou apoio aberto ao candidato do PL. E seu irmão gêmeo e pré-candidato a deputado Federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG), cobrou união da direita em torno do nome “mais forte”.

Pressão sobre Pacheco

Do lado do PT, a reportagem do Metrópoles em Brasília mostrou que definir se Pacheco será ou não o candidato do grupo é prioridade para dirigentes da sigla que tratam da estratégia eleitoral a nível nacional.

Há expectativa de que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, se reúna com Pacheco para tratar do assunto, mas não há nada agendado.

O próprio Pacheco quebrou o silêncio nesta terça (5/5), ao menos para se dar um prazo para decidir seus caminhos. “Vou analisar. Acho que até o final deste mês de maio é um bom tempo”, disse o senador, antes de participar de sessão solene no Senado.

O senador mineiro vinha construindo a viabilidade da candidatura nos bastidores e entrou no PSB com esse objetivo. A derrota da indicação de Jorge Messias a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), porém, bagunçou também o xadrez eleitoral mineiro.

Parte dos governistas desconfia que Pacheco pode ter feito jogo duplo no episódio, pois é muito próximo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Pacheco nega e a quem o cobra lembra que fez acenos públicos a Messias. A verdade, porém, é que Alcolumbre queria Pacheco no STF – e os petistas lembram disso.

Cresce no partido de Lula, no entanto, a pressão para resolver essas questões logo, com o objetivo maior de fechar um palanque considerado competitivo em Minas.



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