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As recentes derrotas do governo Lula no Congresso — incluindo a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria — ajudam a desgastar o ambiente político do Planalto, mas ainda não aparecem como fator decisivo para o eleitorado. A avaliação foi feita pela CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, durante participação no programa Ponto de Vista (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo ela, o impacto eleitoral mais forte continua vindo da percepção econômica, do custo de vida e do endividamento da população.

As derrotas de Lula no Congresso têm impacto eleitoral?

Para Cila, sim — mas de forma indireta. Ela afirmou que episódios como a rejeição de Jorge Messias ajudam a criar um ambiente político negativo para o governo, embora ainda não sejam determinantes na escolha do eleitor.

“Essas questões políticas não são decisivas, mas criam um clima (ruim para o governo)”, afirmou.

A pesquisa identificou um dado que chamou atenção do instituto: mais de 58% dos entrevistados disseram ter acompanhado o caso envolvendo Messias no Senado. Segundo Cila, isso revela um aumento do interesse por temas institucionais e pelo papel do Senado.

O Senado ganhou peso político para o eleitor?

Na avaliação da CEO do Ideia, sim. Ela destacou que muitos brasileiros ainda desconhecem funções básicas dos senadores, mas já associam a Casa a temas de forte repercussão política, como pedidos de impeachment contra ministros do STF.

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“Isso vai ser um motivador de voto”, afirmou.

O PT já retomou o discurso de campanha?

Segundo Cila, o governo voltou a apostar na narrativa de confronto entre povo e sistema. Ela citou o pronunciamento de Lula no 1º de Maio como exemplo desse movimento. “O Congresso faz parte desse sistema”, resumiu, ao analisar a estratégia discursiva petista.

Os números apresentados no programa mostram piora gradual na avaliação do governo. A desaprovação subiu de 50% para 53%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 44%. Segundo Marcela, o dado chama atenção porque as medidas econômicas recentes ainda não produziram reação positiva perceptível.

As medidas econômicas do governo surtiram efeito?

Até agora, não. Cila afirmou que há ansiedade crescente dentro do governo porque iniciativas recentes ainda não conseguiram alterar significativamente o humor do eleitor.

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Ela comparou o momento atual com programas de forte impacto eleitoral do passado, como o Bolsa Família em 2006 e o auxílio emergencial durante o governo Bolsonaro.

Por que os presidentes têm mais dificuldade hoje?

Segundo a pesquisadora, a polarização reduziu drasticamente a capacidade de governos ampliarem popularidade. “Quando um presidente assume, já tem metade da população que não quer nem ouvir o que ele vai dizer”, afirmou.

Na avaliação de Cila, a polarização mudou a política de forma profunda e se tornou uma rejeição permanente entre grupos políticos. “A polarização realmente é maligna”, afirmou, ao destacar a dificuldade de aceitação dos resultados eleitorais.

Lula ainda pode recuperar altos índices de aprovação?

A CEO do Ideia vê esse cenário como improvável. “A gente não vai ver mais aquele Lula de outros anos”, disse.

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Segundo ela, o fenômeno da queda de popularidade atinge governos em diversos países e reflete um ambiente global de insatisfação permanente com governantes.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



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