O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou nesta terça-feira (5) a entrada do Rio de Janeiro no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o novo plano para refinanciamento de dívidas com a União.

A adesão ao Propag havia sido solicitada pelo governo do Rio em dezembro de 2025. Com o aval de Lula, o estado deixará o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e passará a seguir regras do Propag, que devem reduzir os valores das parcelas pagas à União.

Segundo o Palácio do Planalto, o pagamento do Rio deve cair de cerca de R$ 490 milhões para aproximadamente R$ 113 milhões por mês, com aumento gradual ao longo de cinco anos. A dívida total do estado com a União supera R$ 237 bilhões, de acordo com o Tesouro Nacional.

A expectativa do governo fluminense é que a mudança alivie as contas públicas e ajude a reduzir o déficit. O aval à entrada do Rio de Janeiro foi confirmado dias após reunião de Lula com o governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, que discutiu o tema.

O Propag nasceu após uma articulação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para dar aos estados um plano de refinanciamento de dívidas com a União mais competitivo. À época, Pacheco tentava beneficiar o governo de Minas Gerais, um dos mais endividados com a União. Minas aderiu ao Propag em dezembro passado.

Em troca do refinanciamento dos débitos, os estados precisam assumir compromissos. Segundo o Planalto, no caso do Rio, uma das exigências é direcionar recursos ao programa “Juros por Educação”, que converte parte dos juros da dívida em investimentos no ensino técnico de nível médio.

A proposta apresentada pelo governo estadual também prevê o uso de ativos para abater o saldo devedor, como imóveis e créditos de royalties do petróleo.



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