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Um levantamento consolidado feito pela Genial/Quaest e divulgado na manhã desta quarta-feira, 6, fez um amplo apanhado de como está a disputa presidencial em dez dos maiores colégios eleitorais do país. A pesquisa ouviu 11.646 eleitores de 562 municípios entre os dias 21 e 28 de abril, mas seus dados não podem ser comparados aos levantamentos nacionais feitos pelo instituto. O nível de confiança é de 95%, e as margens de erro são de três pontos percentuais para quase todos os estados, exceto São Paulo, que tem uma margem menor, de dois pontos.
Em um eventual cenário de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o mais provável que se encaminha até agora, o petista aparece na frente nos maiores colégios do Norte e Nordeste (Pará, Ceará, Pernambuco e Bahia), mas perde em quase todos os maiores do Sul e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná) bem como em Goiás.
Um dos principais destaques fica para Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e onde, desde a redemocratização, todo presidenciável que venceu a disputa nacional conseguiu a maioria dos votos locais também. Nesse estado, Lula lidera numericamente o embate contra Flávio, com 39% a 36% — mas em empate técnico, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Quando comparado com cenários de anos anteriores, Lula tem avançado em Minas Gerais em 2026. Em 2018, quando Fernando Haddad (PT-SP) perdeu a eleição para Jair Bolsonaro, o PT tinha dez pontos a menos que o partido PSL, no qual Bolsonaro estava filiado.
Depois, em 2022, quando Lula e Bolsonaro se enfrentaram diretamente, com a vitória final do petista, o quadro era de empate numérico, de 50% a 50%. No final, Lula teve 0,2% a mais, uma diferença de 40.650 votos.
Agora, no entanto, apesar de mantido o empate técnico, Lula avança e aparece com quatro pontos na frente de Flávio Bolsonaro no estado, com 52% a 48%.
