Um funcionário da ViaMobilidade morreu, na madrugada desta quarta-feira (6/5), após sofrer uma descarga elétrica durante uma manutenção programada na rede aérea da Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda de trem, na zona oeste de São Paulo.
Segundo a concessionária responsável pela administração da linha férrea, o colaborador foi prontamente socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.
Ainda de acordo com a ViaMobilidade, informações preliminares do boletim de ocorrência indicam que a causa da morte foi uma descarga elétrica. O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.
A companhia afirmou, ainda, que está em contato com a família do funcionário morto para prestar “todo o suporte e acolhimento”.
“A ViaMobilidade lamenta profundamente e informa que está prestando todos os esclarecimentos para as autoridades competentes” finaliza a nota.
Investigação sobre falhas e descarrilhamentos
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito civil para investigar falhas recorrentes na operação das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda dos trens metropolitanos, operadas pela ViaMobilidade, após denúncias de má prestação de serviços e o descarrilamento de trens que aconteceram após a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC), em 2023.
O TAC previa o pagamento de R$ 786 milhões pelas falhas ocorridas desde o início da concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, em janeiro do ano passado, em São Paulo.
Na portaria que instaura o inquérito, o promotor Silvio Marques afirma que “recebeu novas representações, pelas quais foram narradas diversas falhas na prestação de serviços pela concessionária, quase que diárias, na operação das Linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda) da CPTM, concedidas à ViaMobilidade”. Entre os problemas apontadas estão:
- Atrasos constantes e intervalos longos entre os trens, mesmo em horários de pico;
- Falhas de energia e sinalização, que causam paralisações e superlotação nas estações;
- Falta de manutenção em trilhos gerando insegurança, evacuação de passageiros à noite e concentrando todos em trens lotados;
- Uso do sistema para fins comerciais ou eventos, como anúncios internos e externos usando uma estação desativada, prejudicando o funcionamento normal e a viagem dos passageiros das linhas 8 e 9, e utilizando um trem, que deveria servir à população para desfile da Vogue,
- Número insuficiente de trens nos horários de pico para economizar na manutenção;
- Trens abandonados e sucateados no pátio Presidente Altino, causando desperdício de dinheiro público.
O MPSP também pediu esclarecimentos à Agência de Transportes de São Paulo (Artesp), que é o órgão responsável pela fiscalização, se foi instaurado procedimento administrativo visando a apuração dos fatos e aplicadas penalidades após o descarrilamento no último dia 26.
Em nota, a ViaMobilidade informou que permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e reiterou seu compromisso com a qualidade dos serviços prestados aos clientes.


