A Copel registrou lucro líquido de R$ 694 milhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 4,4% em relação aos R$ 664,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pela companhia. O avanço foi sustentado principalmente pela melhora operacional, embora parcialmente compensado por um resultado financeiro mais fraco e pelo aumento no pagamento de tributos.

Apesar da melhora operacional, o lucro foi pressionado por uma queda de R$ 43 milhões no resultado financeiro e por um aumento de R$ 50,9 milhões nas despesas com tributos, reflexo do próprio crescimento da operação.

Já o lucro líquido recorrente, que elimina impactos contábeis e extraordinários, alcançou R$ 638,9 milhões, crescimento de 10,7% na mesma base de comparação. O resultado foi impulsionado pela expansão do Ebitda, mas sofreu impacto negativo da piora no resultado financeiro e da maior carga tributária.

O Ebitda reportado somou R$ 1,9 bilhão entre janeiro e março, alta de 9,9% na comparação anual, refletindo ganhos em geração, distribuição e comercialização de energia . Na métrica recorrente, que desconsidera efeitos não recorrentes, o Ebitda atingiu R$ 1,75 bilhão, avanço de 16,7% frente ao mesmo período de 2025.

À CNN, o CEO da Copel, Daniel Slaviero destaca, entre as principais conquistas do trimestre, que a companhia passou a integrar índice Dow Jones Best in Class e que a empresa foi uma das vencedoras do leilão de Reserva de Capacidade.

“Tivemos todas essas conquistas em um trimestre bastante desafiador: o curtailment [cortes de geração impostos pelo Operados Nacional do Sistema Elétrico] a 20%, enquanto que o ano passado foi 8%. Além disso, o GSF [sigla para risco hidrológico] 92% da garantia física. E o PLD [Preço de Liquidação das Diferenças] a R$ 360/MWh”.

Entre os fatores operacionais, a área de geração se destacou, com ganhos de cerca de R$ 170 milhões associados a estratégias de comercialização e diferenças de preços no submercado. Na distribuição, o mercado faturado cresceu 2,1%, apoiado pelo aumento do consumo residencial e comercial, em linha com a atividade econômica mais aquecida .

A companhia também manteve um nível de investimentos relevante, com capex de aproximadamente R$ 581,7 milhões no trimestre, sendo mais de 75% direcionados à modernização da rede e melhoria dos ativos de geração e transmissão.

O diretor financeiro da empresa, Felipe Guterres, conta que  o foco dos investimentos foram na distribuidora de energia da companhia. “Mesmo fazendo uma série de investimentos, a companhia fechou com alavancagem dentro do que consideramos ótimo, de 2,8 vezes dívida líquida/ebitda, muito em linha com o último trimestre”, diz.

No período, a empresa também destacou avanços estratégicos, como a criação de uma estrutura dedicada ao agronegócio, o Copel Agro, já que o estado do Paraná tem apresentado forte crescimento neste setor.



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