O presidente Lula sinalizou a aliados que pretende reagir friamente a Davi Alcolumbre (União-AP) após o presidente do Senado Federal patrocinar a derrota histórica de Jorge Messias na Casa.

Segundo três auxiliares e aliados de Lula ouvidos pela coluna sob reserva, o petista não fará nenhuma retaliação pública — como, por exemplo, demitir indicados de Alcolumbre no governo.

Presidente Lula
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Presidente Lula

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

Andressa Anholete/Agência Senado

Ministro da AGU, Jorge Messias
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Ministro da AGU, Jorge Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O presidente não pensa em uma vingança publicizada. Ele vai analisar com calma”, afirmou à coluna um petista próximo de Lula.

Um integrante do governo, por sua vez, reforçou que Lula pretende reagir a Alcolumbre com cautela e estratégia. “O presidente vai comer pelas beiradas, friamente“, disse essa fonte.

Lula precisa de Alcolumbre

Aliados lembram que Lula não costuma reagir no calor da emoção. Também admitem que o governo teria hoje mais a perder do que a ganhar, se reagir bruscamente contra Alcolumbre.

Lula e seus ministros sabem que ainda precisará do presidente do Senado para aprovar pautas importantes. Entre elas, o fim da escala de trabalho 6×1, tema da campanha de Lula.

Auxiliares dizem que, embora não pense em uma retaliação a Alcolumbre agora, Lula está muito incomodado com a articulação do presidente do Senado para rejeitar a indicação de Messias ao STF.

Nos bastidores, o petista atribui a derrota de Messias a um acordão entre Alcolumbre, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Para o governo, o acordo teria envolvido ainda derrubada dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, e manutenção pelo STF.

Nos últimos dias, segundo fontes do Planalto, o presidente disse a aliados não ver um motivo sequer para os senadores terem rejeitado a indicação de Messias por 42 votos a 34.

Por isso, Lula avalia que haveria espaço para insistir na indicação do ministro da AGU ao Supremo, desde que de forma bem negociada com o Senado para evitar nova derrota.



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