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Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira, 5, que seu sistema de defesa está atualmente “lidando com ataques de mísseis e drones” do Irã pelo segundo dia consecutivo. O Ministério da Defesa emirati advertiu que os bombardeios representam uma violação do frágil cessar-fogo, implementado em 8 de abril.

“O Ministério da Defesa confirma que os sons ouvidos em áreas dispersas do país são resultado da interceptação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones pelos sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos”, diz um comunicado do ministério.

O espaço aéreo sobre o país foi parcialmente fechado em meio aos ataques e aeronaves só podem usar rotas específicas, advertiu o Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM). As autoridades acrescentaram que a situação está sob controle e que não foram registrados, até o momento, vítimas ou danos materiais significativos.

Os novos ataques ocorrem um dia após os Emirados Árabes Unidos acusarem o Irã de lançar mísseis e drones contra o país. No X, antigo Twitter, o Ministério da Defesa informou na segunda-feira que o sistema de defesa aérea estava “ativamente engajado com ameaças” pela primeira vez desde o início do acordo.

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Em uma publicação anterior, a pasta já havia informado que três “munições de ataque de precisão” foram “interceptadas sobre as águas territoriais do país”. Um quarto míssil, segundo o Ministério, “caiu no mar”. Moradores de Dubai e Abu Dhabi receberam alertas em seus celulares para que buscassem “imediatamente um local seguro no prédio mais próximo”.

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Tensões em alta

Os bombardeios ocorrem em meio à escalada das tensões no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte internacional de petróleo que está bloqueada pelo Irã desde o fim de fevereiro. Também na segunda-feira, os Emirados Árabes acusaram Teerã de atacar com drones um petroleiro da empresa nacional ADNOC, que tentava atravessar a rota. A embarcação estava vazia e por isso nenhuma pessoa ficou ferida.

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“Os Emirados Árabes Unidos enfatizam a necessidade de o Irã interromper esses ataques, garantir seu pleno compromisso com a cessação imediata de todas as hostilidades e a reabertura completa e incondicional do Estreito de Ormuz”, disse o ministério das Relações Exteriores emirati. “Apontar contra a navegação comercial e utilizar o estreito como meio de coerção econômica ou de chantagem constitui um ato de pirataria por parte do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica”, acrescentou a pasta.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, por sua vez, insistiu nesta terça-feira que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “não acabou”, apesar das trocas de ataques entre os países no Estreito de Ormuz na véspera. As tensões no mar aumentaram depois que o presidente Donald Trump abriu uma operação militar da Marinha para escoltar navios comerciais através da nevrálgica passagem.

Hegseth garantiu que a “extorsão internacional iraniana” no Estreito de Ormuz “termina com o Projeto Liberdade“, como Trump chamou as operações de escolta. Ele afirmou que a passagem de dois navios comerciais americanos pela hidrovia na segunda-feira comprovam que ela está “limpa”.



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