Questionado sobre o estado das contas públicas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que seja necessário um novo conjunto de regras fiscais para o orçamento da União.
“O arcabouço permite ajustes nos parâmetros, ele funcionou, não envelheceu. Ainda está no começo, gerando resultados”, pontuou Durigan, na noite desta segunda-feira (4), em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura.
Durigan afirmou que há uma “série de questões” que explicam o cenário de juros altos no país, e apesar de reconhecer que o fiscal possa exercer algum papel de pressão nesse sentido, indicou que colocar as contas públicas como grande culpada do quadro é a “resposta fácil”.
O ministro afirmou ser um defensor da responsabilidade fiscal, acrescentando que para atingir tal compromisso é necessária receita para cobrir as despesas.
O chefe da equipe econômica ainda negou que o gasto público estaria gerando um impulso fiscal à economia brasileira, ressaltando o funcionamento do arcabouço fiscal aprovado em 2023.