
Ler Resumo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alcançou um novo recorde de desaprovação entre os eleitores americanos, revelou levantamento publicado no domingo 3. De acordo com pesquisa Washington Post/ABC News-Ipsos, a desaprovação do republicano atingiu 62%, o maior nível já registrado em seus dois mandatos.
A insatisfação é resultado direto do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, iniciado pelo presidente no final de fevereiro. Também há um crescente desconforto relacionado à gestão econômica da Casa Branca, que registrou índices negativos em meio à alta dos preços da gasolina.
O cenário é preocupante para o Partido Republicano, que vê a aprovação de seu maior expoente despencar seis meses antes das eleições de meio de mandato, as midterms, que reconfigurarão a Câmara e o Senado americano em novembro. Ambas casas operam com maioria republicana desde o início do mandato de Trump, mas o panorama pode mudar caso a insatisfação siga firme até o período eleitoral.
+ ‘Entendemos o recado’, diz chefe da Otan após Trump ameaçar remover militares da Europa
Resultados
Feita de forma online entre os dias 24 e 28 de abril, a pesquisa Post/ABC-Ipsos conversou com 2.560 adultos e capturou um quadro bastante preocupante para a gestão Trump. Embora a aprovação geral do mandatário não tenha apresentado grande redução — caiu de 39% em fevereiro para 37% —, a taxa de aprovação entre eleitores independentes que costumam votar em candidatos republicanos chegou a um novo patamar mínimo: 56%.
Por enquanto, a aprovação geral de Trump é sustentada pelos eleitores republicanos: 85% dos que se consideram alinhados ao partido governista chancelam a gestão do mandatário, um número que pouco se alterou ao longo de seu segundo mandato. No entanto, a porcentagem deles que apoiam Trump “fortemente” caiu de 53%, em setembro, para 45%.
No que diz respeito à gestão do conflito contra o Irã, a aprovação entre os americanos é de 33%, enquanto a desaprovação é de 66%. Os indicadores financeiros também são negativos: apenas 34% gostam da gestão da economia, 27% avaliam bem a inflação e meros 23% veem com bons olhos o controle do custo de vida em geral — números impulsionados pela recente alta nos preços da gasolina, um efeito direto da crise no Estreito de Ormuz envolvendo Washington e Teerã.