O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o Irã nesta segunda-feira, 4, ao advertir que o país seria “varrido da face da Terra” caso forças iranianas ataquem navios americanos no Estreito de Ormuz. Em entrevista à emissora Fox News, o republicano disse que Teerã terá de optar entre um acordo “de boa fé” ou uma nova escalada militar, ao mesmo tempo em que destacou a dimensão da operação naval em curso na região.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da presença militar americana no Golfo, onde Washington conduz o chamado “Projeto Liberdade”, iniciativa que prevê a escolta de embarcações comerciais e militares em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Segundo Trump, trata-se de “uma das maiores manobras militares já realizadas” pelos EUA, com recursos submarinos, 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas. 

Apesar da retórica agressiva, Trump indicou que ainda há margem para negociação. Ele disse que representantes iranianos têm se mostrado “muito mais maleáveis” em conversas recentes, o que poderia abrir caminho para um entendimento diplomático. 

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Retórica agressiva

Segundo o governo americano, a operação tem caráter defensivo e busca garantir a segurança da navegação diante de ameaças crescentes no Estreito, rota vital para o comércio internacional de petróleo. Já o governo iraniano vê a movimentação como uma intensificação deliberada de pressão militar por parte de Washington.

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Não é a primeira vez que o mandatário da Casa Branca recorre a ameaças. No mês passado, provocou reação internacional ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” caso o Irã não atenda às exigências americanas. Em ocasiões anteriores, também mencionou a possibilidade de bombardear o país “de volta à Idade da Pedra” e destruir sua infraestrutura, incluindo pontes e usinas de energia.

As falas têm gerado preocupação entre organismos internacionais, que alertam para possíveis violações do direito internacional em caso de ataques deliberados a alvos civis. Diante da pressão, o governo americano chegou a moderar o discurso em momentos anteriores, estendendo prazos e contribuindo para um frágil cessar-fogo, que interrompeu os ataques entre os dois países.



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