
O PT bateu o martelo sobre a disputa ao governo do Maranhão e decidiu lançar o vice-governador do estado, Felipe Camarão, para disputar a sucessão. O movimento representa um distanciamento com o atual governador, Carlos Brandão (PSB), que tenta emplacar o sobrinho, Orleans Brandão (MDB), no Palácio dos Leões.
O presidente do PT, Edinho Silva, confirmou a decisão a militantes e dirigentes no sábado, 2, e nesta segunda Camarão anunciou publicamente a pré-candidatura. Nas redes sociais, o vice-governador afirmou que o projeto político tem “total apoio” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Felipe Camarão foi secretário de Educação no governo de Flávio Dino, que hoje é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do atual governador enxergam Dino como uma espécie de padrinho político do petista.
Com duas candidaturas concorrentes, a esquerda entrará rachada na campanha. Apoiado pelo PT em 2022, Brandão tentou atrair novamente o partido com a promessa de oferecer palanque a Lula em dezenas de cidades no interior do estado. Nos cálculos do governador, ele tem o apoio de 180 prefeitos, que agora podem desertar rumo ao candidato do presidente.
O PT rejeitou abraçar novamente o projeto político de Brandão porque já havia um pacto de que, desta vez, o governador apoiaria um nome escolhido pelos petistas. Em uma mudança de planos, ele decidiu testar o sobrinho, Orleans, seu secretário de Assuntos Municipalistas, que pelo cargo tem boa interlocução com as prefeituras, o que tende a ser um ativo importante na busca por apoio.