Os preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (4), depois que uma agência de notícias iraniana relatou incidente com um navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, gerando preocupações sobre uma interrupção prolongada na rota crucial para o trânsito de petróleo.
Por volta das 11h20, o petróleo Brent subia 1,90%, para US$ 110 por barril – no início dia dia, chegou aos US$ 114,29.
Enquanto o WTI, referência no mercado americano, registrava leve queda de 0,18%, a US$101 por barril.
Um navio de guerra dos EUA que pretendia passar pelo Estreito de Ormuz foi obrigado a recuar após ignorar um aviso do Irã, informou a Fars nesta segunda-feira, citando fontes locais, acrescentando que dois mísseis atingiram o navio quando ele navegava perto de Jask.
A Marinha do Irã também disse que impediu a entrada de navios de guerra dos EUA na área do Estreito de Ormuz.
A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.
Não houve resposta imediata dos Estados Unidos, mas a Axios citou uma autoridade sênior dos EUA negando que um navio norte-americano tenha sido atingido.
Os preços do petróleo já estavam sendo negociados em alta durante a sessão devido às contínuas interrupções no fornecimento da commodity pelo estreito.
“A trajetória dos preços segue inclinada para o lado positivo enquanto os fluxos através do estreito permanecerem restritos”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país começaria a se esforçar para ajudar os navios presos no Estreito de Ormuz, mas os preços permaneceram acima de US$100 por barril, sem nenhum acordo de paz à vista e com o transporte marítimo através da hidrovia ainda limitado.
Os militares do Irã, em resposta, alertaram as forças dos EUA nesta segunda-feira para não entrarem no estreito, acrescentando que suas forças “responderiam duramente” a qualquer ameaça.
No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecida como Opep+, disse que aumentaria as metas de produção de petróleo em 188.000 barris por dia em junho para sete membros, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo.
O aumento corresponde ao acordado para maio, menos a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixou a Opep em 1º de maio. No entanto, espera-se que os barris adicionais permaneçam em grande parte no papel enquanto a guerra do Irã continuar a interromper o fornecimento de petróleo do Golfo através do Estreito de Ormuz.
*Com informações da Reuters