Os Emirados Árabes Unidos condenaram nesta segunda-feira (4) o que classificaram como um “ataque terrorista iraniano” contra um navio-tanque da empresa petrolífera estatal de Abu Dhabi, ADNOC, que tentava atravessar o Estreito de Ormuz.

O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que o navio-tanque da ADNOC foi alvejado por dois drones iranianos enquanto passava pelo estreito, mas que não houve feridos.

O ministério acrescentou que atacar a navegação comercial e usar o Estreito de Ormuz “como instrumento de coerção econômica ou chantagem representa atos de pirataria por parte da Guarda Revolucionária do Irã”.

Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou em uma publicação na rede social X: “Esses ataques confirmam que a ameaça iraniana à segurança e à estabilidade da região é contínua e não pode ser ignorada”.

A declaração de Abu Dhabi surge em meio a tensões crescentes nessa importante via navegável. A Marinha iraniana afirma ter impedido a entrada de navios americanos no Estreito de Ormuz, o que os militares dos EUA negam.

A agência de notícias estatal IRNA havia relatado, citando um comunicado militar, que “após um alerta firme e rápido de sua Marinha, a entrada do que descreveu como destróieres inimigos americanos e israelenses no Estreito de Ormuz foi impedida”.

O Irã havia alertado as forças americanas nesta segunda-feira (4) para não entrarem na via navegável estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos “guiariam” os navios presos no Golfo devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para auxiliar os navios e suas tripulações que estão confinados na importante hidrovia e com poucos suprimentos de alimentos e outros itens, mais de dois meses após o início do conflito.

“Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam prosseguir com suas atividades livremente e sem problemas”, declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social no domingo (3).

Em resposta, o comando unificado do Irã ordenou que navios mercantes e petroleiros se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças armadas iranianas.

“Temos afirmado repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas”, disse Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças armadas, em comunicado.

“Advertimos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tentarem se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”

Entenda a situação do Estreito de Ormuz

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação de entrada e saída do Golfo, com exceção da sua própria, interrompendo cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás e fazendo com que os preços do petróleo disparassem 50% ou mais.

O CENTCOM (Comando Central dos EUA), que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.

“Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”, declarou o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em comunicado.



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