A Rússia anunciou unilateralmente nesta segunda-feira, 4, um cessar-fogo na guerra com a Ucrânia entre os dias 8 e 9 de maio, data que Moscou comemora o Dia da Vitória da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em publicação no aplicativo de mensagens estatal MAX, o Ministério da Defesa russo advertiu as forças ucranianas a respeitarem a pausa no conflito, iniciado em fevereiro de 2022, sob o risco de “ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev” em caso de violação. 

“Caso o regime de Kiev tente implementar seus planos criminosos para interromper a celebração do 81º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica, as Forças Armadas Russas lançarão um ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev”, disse. “Alertamos a população civil de Kiev e os funcionários de missões diplomáticas estrangeiras sobre a necessidade de deixarem a cidade imediatamente.”

Em paralelo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também afirmou que o país implementará um cessar-fogo próprio, com data de início para o dia 5. No X, antigo Twitter, ele afirmou que “é  hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia”.

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Sem acordo no horizonte

Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia informou que não haverá equipamentos militares no desfile anual por temores de ataques de longo alcance por drones ucranianos. Enquanto isso, os bombardeios continuam no campo de batalha. Um ataque com mísseis russos matou sete pessoas em uma cidade no leste da Ucrânia e outro deixou duas mortas em uma vila no sul do país, informou o governo ucraniano nesta segunda. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Sem um acordo de paz no horizonte, a Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, segundo uma análise realizada pela agência de notícias AFP com dados da Força Aérea de Kiev. Esse número representa um aumento de 2% em relação a março, que também havia quebrado o recorde anterior.

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De acordo com os mesmos dados, as forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis disparados. A onda de ataques coincide com uma pausa nas negociações mediadas pelos EUA para o fim do conflito e com um aumento significativo, por parte de Moscou, no número de ataques diurnos. Antes, a Rússia disparava drones de longo alcance contra a Ucrânia quase exclusivamente de madrugada.

 



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