Belo Horizonte – Uma ocorrência na capital mineira, na madrugada de sábado (2/5), precisou ser atendida por três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após corte de pessoal realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, no dia 30 de abril. O deputado federal Pedro Aihara (PP-MG) saiu em defesa dos profissionais em suas redes sociais.

Ele mostrou um vídeo que circula na internet e usou uma publicação do Metrópoles, em suas redes sociais, para falar dos cortes de profissionais e dizer que a situação é preocupante.

“Esse caso mostra, na prática, por que a redução de efetivo preocupa. Em atendimentos com múltiplas vítimas, não basta ter ambulância disponível. É preciso ter equipe suficiente para avaliar, estabilizar, imobilizar e transportar com segurança”, escreveu Pedro Aihara.

Com os cortes, unidades básicas do Samu estão operando com um técnico de enfermagem e não mais com dois. A prefeitura diz que essa já é a regra no resto do Brasil. Em nota, a PBH informou que em 2020, as equipes que estavam sob gestão do Samu receberam o reforço de 33 profissionais em razão da pandemia da Covid-19, por meio de um contrato temporário e emergencial e esses contratos foram encerrados na quinta-feira (30/4), sem renovação.

O deputado federal disse que acompanha a situação e que está em contato com as lideranças do Samu para construir uma solução junto à PBH.

“Inclusive, já me coloquei à disposição para destinar recursos de emenda parlamentar que cubram os custos necessários para manter as equipes completas”, afirmou o deputado.

Aihara disse ainda que o Samu é um serviço essencial e que a pauta tem que ser tratada com responsabilidade, diálogo e respeito aos profissionais e que não se trata de disputa política.

“Aqui, a prioridade não é disputa política. É garantir que o SAMU tenha condições de continuar fazendo o que faz de melhor: salvar vidas”, disse Pedro Aihara.

Ação do Ministério Público

Uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra o município de Belo Horizonte foi ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de BH. O objetivo era impedir a redução das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após a não renovação de contratos temporários. A ação foi protocolada na terça-feira (28/4), mas no dia 30 de abril a PBH realizou os cortes. 

 





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