Os CEOs brasileiros entram em 2026 com uma combinação de cautela econômica e expectativa de mudança no cenário político. Levantamento realizado pelo Experience Club com 126 CEOs e executivos de diferentes setores mostra que a prioridade das empresas para o ano será preservar eficiência, buscar retorno rápido sobre capital investido e atravessar um ambiente ainda marcado por incertezas macroeconômicas.

Para 68% dos entrevistados, 2026 será um ano de foco em eficiência operacional e alocação seletiva de capital, com concentração de recursos em iniciativas de maior retorno: 40% afirmam que priorizarão desalavancagem e preservação de caixa, enquanto apenas 13% pretendem acelerar investimentos em um eventual cenário de queda de juros.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio fiscal foi apontado por 66% dos participantes como a principal prioridade do próximo governo, bem à frente de temas como redução de juros e reforma administrativa. O resultado reforça a percepção de que o setor produtivo espera maior previsibilidade econômica e disciplina fiscal como base para a retomada do crescimento.

Quanto o tema são as eleições presidenciais, a maioria dos executivos ouvidos acredita em alternância de poder em Brasília. Quando perguntados sobre o cenário eleitoral, 63% responderam que o segundo turno deve ser disputado entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. No confronto hipotético, 63,5% apostam na vitória do candidato da oposição. Outros 37% entendem que ainda há espaço para uma terceira via alterar a dinâmica da eleição.

A pesquisa mostra, também, ceticismo em relação à Reforma Tributária. Para 41,3% dos entrevistados, a principal consequência das mudanças será o aumento da carga tributária sobre pessoas físicas e jurídicas. Apenas 31,7% acreditam que a reforma resultará em simplificação real do sistema e redução de burocracia.

Outro tema que divide o empresariado é a possível revisão da jornada 6×1. Para 35,7%, a eventual extinção teria alto impacto, com aumento de custos trabalhistas, compressão de margens e pressão sobre preços. No outro extremo, 35,7% afirmam que a mudança não afetaria suas operações, enquanto 28,6% avaliam impacto baixo.



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