Bombardeiros israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos uma pessoa e feriram outras quatro, socorristas, informou o Ministério da Saúde libanês neste domingo, 3. Os ataques marcam a guerra do exército israelense contra o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah.

Mais cedo, o exército de Israel havia emitido um alerta urgente para moradores de 11 cidades e vilarejos do sul do Líbano, pedindo que deixem as casas e se afastem ao menos 1.000 metros em direção a áreas abertas.

Segundo o governo de Israel, os ataques são uma resposta à violação do cessar-fogo por parte do Hezbollah, grupo armado financiado pelo Irã. O grupo libanês mantém ataques ao norte de Israel, mesmo após a declaração de cessar-fogo.

Ambos os países trocam acusações de violação do cessar-fogo. Israel acusou o Hezbollah de disparar foguetes no sul do Líbano, enquanto o exército libanês e observadores acusaram Israel de manter tropas e realizar bombardeios, violando a trégua.

Para entender o ponto de discordância da suposta trégua, o Hezbollah condicionou a trégua à retirada das tropas israelenses, enquanto Israel alegou que suas ações visavam infraestruturas do grupo.

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As tentativas de negociações continuam, mas a depender do grupo libanês, um acordo deve estar distante. O deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah afirmou que o grupo islamista pró-Irã seria capaz de “frustrar” os objetivos das negociações diretas entre o Líbano e Israel.

“Estas negociações, com todos os seus resultados, não nos interessam e não as aplicaremos”, disse Fadlallah. “Contamos com um povo livre e uma resistência inabalável, capaz de frustrar todos os objetivos destas negociações, que acentuam a profunda divisão no país entre as facções do nosso povo e dentro do próprio Estado”, acrescentou.

(Com informações da AFP)



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