A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ajuizou uma ação de execução fiscal contra o empresário Tiago Schettini Batista, apontado pela Polícia Federal (PF) como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A União cobra dívidas acumuladas de R$ 798.699,66 referentes à empresa Business To Technology Consultoria e Análise de Sistema Ltda (B2T Consultoria).
A ação foi ajuizada no último dia 9 de abril. Caso a dívida não seja quitada, a PGFN solicita a penhora de bens de Tiago Schettini. O empresário está nos Estados Unidos desde dezembro do ano passado. Ele viajou ao país norte-americano pouco antes de se tornar alvo da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS.
O valor cobrado na Justiça pela PGFN se refere a uma parte do total de dívidas ativas de Tiago Schettini junto à União. Segundo dados disponíveis no site do órgão, o empresário acumula mais de R$ 13 milhões em débitos.
Conforme revelou a coluna, desse total, R$ 7,7 milhões se devem a multa aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU) como punição por envolvimento em caso de corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Quem é Tiago Schettini, o sócio oculto do Careca do INSS
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu manter, na terça-feira (28/4), a prisão preventiva de Tiago Schettini. A defesa do sócio oculto do Careca do INSS havia solicitado que a medida fosse substituída por cautelares diversas.

A empresa de tecnologia de Tiago Schettini recebeu R$ 16,26 milhões de pelo menos cinco entidades associativas investigadas pela Polícia Federal (PF) no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
O montante recebido pela Business to Technology Consultoria e Análise de Sistemas LTDA (B2T Consultoria) — entre outubro de 2024 e outubro de 2025 — chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Relatório de Inteligência Financeira está em posse da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Tiago Schettini e o Careca do INSS, segundo a PF, eram sócios ocultos da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA). Além de exercer função operacional no esquema, Schettini recebia parte dos lucros, como um sócio.
