Um alto funcionário militar iraniano disse que um novo conflito com os Estados Unidos é “possível” depois que Donald Trump rejeitou a última proposta de paz de Teerã.
“As evidências mostram que os Estados Unidos não estão comprometidos com quaisquer promessas ou acordos”, disse o Brig. General Mohammad Jafar Asadi, porta-voz do quartel-general militar do Irã, em declarações à agências de notícias iranianas.
“Medidas surpresa estão planejadas para o inimigo, além de sua imaginação”, disse Asadi.
Os meios de comunicação oficiais iranianos também reafirmaram uma posição intransigente sobre a navegação através do Estreito de Ormuz.
“Com o seu domínio e controle sobre quase 2.000 quilômetros da costa do Irã no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, a Marinha da IRGC (Guarda Revolucionária) fará desta área de água uma fonte de subsistência e poder para o querido povo iraniano e uma fonte de segurança e prosperidade para a região”, informou a agência de notícias semi-oficial Tasnim neste sábado (2).
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu que a liberdade de navegação em Ormuz seja restaurada desde que declarou um cessar-fogo em abril. Mas as autoridades iranianas responderam que o estreito permanecerá sob a supervisão do Irã.
Na sexta-feira (1°), Trump afirmou estar insatisfeito com a última proposta de negociação do Irã para encerrar a guerra e expressou dúvidas sobre a capacidade do país de aceitar um acordo.
Ele não especificou exatamente o que, no último documento iraniano, ele não aceitava e sugeriu que as autoridades em Teerã talvez nunca cheguem a um acordo negociado para o fim da guerra.
“Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá”, afirmou o presidente, alegando que há “tremenda discórdia” entre os líderes iranianos.
“A liderança está muito fragmentada. Há dois ou três grupos, talvez quatro, e é uma liderança muito fragmentada. E, dito isso, todos querem fazer um acordo, mas estão todos em desordem”, comentou.