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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, protagonizou um momento constrangedor durante o 76º Congresso da Fifa, em Vancouver, no Canadá, na quinta-feira 30, ao tentar orquestrar um aperto de mão entre os delegados palestino e israelense.

O presidente da Associação Palestina de Futebol (PFA), Jibril Rajoub, se recusou a apertar a mão de Basim Sheikh, vice-presidente da federação israelense do esporte. “Estamos sofrendo!”, bradou o palestino à plateia. Em seguida, Infantino deu um abraço sem graça em ambos, que deixaram o palco.

 

 

Antes da tentativa de aproximar os dirigentes, o presidente da Fifa pediu: “Vamos trabalhar juntos, Presidente Rajoub, Vice-presidente Suliman. Vamos trabalhar juntos para dar esperança às crianças. Estes são assuntos complexos.”

Após a cerimônia, Rajoub cobrou que a Fifa aplique as suas regras “com equidade”. “O que está acontecendo na Palestina é terrível. A destruição das instalações esportivas palestinas em Gaza, o assassinato de centenas de atletas e trabalhadores palestinos… Creio que já chegou o momento de fazer justiça. O representante de Israel sequer prestou atenção ao sofrimento que acontece”, disse o dirigente palestino a jornalistas.

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Mesmo diante do constrangimento, Infantino seguiu com sua agenda e anunciou oficialmente sua candidatura à reeleição. “Quero confirmar que serei candidato à eleição para presidente da Fifa no próximo ano”, declarou, agradecendo o apoio dos membros da entidade.

A eleição deve ocorrer durante o congresso da Fifa em Rabat, no Marrocos, e é improvável que o atual presidente enfrente qualquer oposição. Eleito pela primeira vez em 2016, após a saída de Sepp Blatter em meio a escândalos, Infantino pode permanecer no cargo por até 15 anos, beneficiado por mudanças nos estatutos que passaram a considerar apenas mandatos completos no limite de três gestões. 

O climão da quinta-feira ocorreu dias após a Associação Palestina de Futebol recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão da Fifa de não sancionar Israel por questões relacionadas aos clubes baseados na Cisjordânia ocupada. Segundo a PFA, clubes baseados em assentamentos no território reivindicado pelos palestinos não deveriam competir em ligas geridas pela Associação de Futebol de Israel (IFA).



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