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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou, nesta sexta-feira, 1º, a imposição de novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba, que, segundo ele, “segue representando uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional americana.

Trump pediu ao seu governo que sancione os bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista de Havana, assim como endurecer as normas migratórias. Também serão sancionados indivíduos envolvidos nos setores da energia e da mineração, e a qualquer um que esteja envolvido com o aparato de segurança cubano ou são cúmplices de corrupção e “graves abusos dos direitos humanos”.

Por ora, não ficou claro quais pessoas ou entidades foram atingidas, segundo a agência de notícias Reuters, primeira a dar a notícia. Mas sabe-se que a ordem autoriza sanções secundárias aos países que fizerem negócios com os indivíduos cubanos visados.

Ainda de acordo com a Reuters, a ordem com as sanções continha um aviso implícito para o governo cubano, acusado no texto de se alinhar com o regime iraniano e grupos armados como o Hezbollah, apoiado pelos aiatolás. “Cuba oferece um ambiente permissivo para operações hostis de inteligência estrangeira, militares e terroristas a menos de 160 quilômetros do território americano”, disse uma autoridade do governo Trump à agência de notícias.

Escalada de pressão

Este é apenas o mais recente ataque do governo Trump a Havana, que ele declarou repetidamente estar “à beira do colapso”. Depois que forças americanas invadiram Caracas para prender o presidente Nicolás Maduro e, juntamente com Israel, abriram uma guerra ao Irã, o presidente americano afirmou que “Cuba é o próximo alvo”. Ele não especificou o que pretende fazer com a ilha.

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Os Estados Unidos há muito exigem que a nação caribenha abra sua economia estatal, pague indenizações por propriedades expropriadas pelo governo do então líder Fidel Castro e realize eleições “livres e justas”. A ilha afirma que seu modelo de governo socialista não está aberto a negociações.

Desde o início deste ano, Washington impôs sanções e pressão adicionais a Cuba, quando suspenderam as exportações de petróleo venezuelano ao país após a deposição de Maduro em 3 de janeiro. Posteriormente, Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto aos cubanos, o que levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para lá.

A escassez de combustível em Cuba contribuiu para três grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem voos para a ilha.



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