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A Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, revelou nesta sexta-feira, dia 1º, segundo uma análise realizada pela agência de notícias AFP com dados da Força Aérea de Kiev. Esse número representa um aumento de 2% em relação a março, que também havia quebrado o recorde anterior.

De acordo com os mesmos dados, as forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis disparados.

A onda de ataques coincide com uma pausa nas negociações mediadas pelos Estados Unidos para o fim do conflito e com um aumento significativo, por parte de Moscou, no número de ataques diurnos. Anteriormente, a Rússia disparava drones de longo alcance contra a Ucrânia quase exclusivamente de madrugada.

Segundo especialistas, as ofensivas à luz do dia, cada vez mais frequentes, fazem parte de uma estratégia para infligir mais danos à população civil.

“A nova tática da Rússia de combinar um grande ataque noturno com um ataque diurno igualmente grande provavelmente causará mais danos à população civil”, afirmou o think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), com sede em Washington. “A Rússia pode ter como objetivo atingir civis e infraestrutura civil, incluindo áreas públicas e espaços abertos, com a série de ataques diurnos, especialmente com a chegada do clima mais quente e a maior probabilidade de ucranianos estarem ao ar livre”, acrescentou a avaliação.

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Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ainda que incursões em plena luz do dia são uma nova tentativa de “aterrorizar civis” agora que o inverno acabou.

“Há também um componente econômico nisso. Ataques massivos no meio do expediente paralisam significativamente os negócios no país”, disse Palisa em entrevista à mídia ucraniana no início de abril.

Moscou nega ter civis como alvo e afirma que seus ataques visam instalações militares e de energia ligadas ao setor militar ucraniano.

De acordo com a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia, ao menos 15.578 ucranianos morreram e 43.352 ficaram feridos desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, muitos deles em ataques com drones e mísseis contra prédios residenciais em todo o país. A própria organização, porém, considera seus dados subestimados.



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