
A Petrobras atualizou nesta sexta-feira, 1, a sua tabela de preços para o Querosene de Aviação (QAV) produzido em suas refinaria e informou, em nota, que o novo reajuste equivale a um aumento de 18%, ou 1 real a mais por litro, no preço médio do combustível que abastece aviões e helicópteros.
Os novos valores já estão valendo a partir desta data e o valor adicional poderá ser parcelado pelas distribuidoras e compradores, conforme vem sendo permitido pela Petrobras desde o início da guerra no Irã, no fim de fevereiro, que fez o preço do barril de petróleo no mundo disparar. É o segundo aumento em um mês, desde o início da guerra no Irã, o que, de acordo com especialistas, deve começar a aparecer nos preços das viagens aéreas em breve.
Diferentemente dos preços da gasolina e do diesel, que podem ser feitos a qualquer momento conforme as movimentações do mercado, os preços do QAV são revistos mensalmente, sempre no início de cada mês, conforme previsto nos contratos da petroleira com o setor. Em abril, a estatal já havia anunciado um aumento de 55% no QAV.
“Essa metodologia de precificação, vigente há mais de 20 anos, permite o equilíbrio de preços entre os mercados nacional e internacional, ao mesmo tempo que atua como um amortecedor de curto prazo”, afirmou a Petrobras em sua nota. “Nos principais mercados internacionais, onde os preços são ajustados com maior frequência, refletindo de forma imediata as cotações internacionais, os reajustes recentes foram superiores aos observados no Brasil.”
Parcelamento anticrise
Como ocorreu no aumento de abril, a Petrobras vai, novamente, dar ao mercado a opção de parcelar o reajuste em seis vezes, com um carência que permite que as novas parcelas comecem a ser pagas em julho de 2026. “Essa medida, dentro de um contexto excepcional causado por questões geopolíticas, visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, informou a companhia.
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