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Sete das principais empresas de inteligência artificial dos Estados Unidos concordaram em implantar seus sistemas de inteligência artificial (IA) nas redes confidenciais do Departamento de Defesa americano, enquanto a agência busca fortalecer suas operações militares com tecnologia.

OpenAI, Google, Nvidia, Reflection AI, Microsoft, Amazon Web Services e SpaceX assinaram contratos para implantar sua tecnologia de IA para “uso operacional legítimo”, anunciou o Pentágono nesta sexta-feira, dia 1º. A Anthropic, que o governo dos Estados Unidos sancionou como um risco à cadeia de suprimentos após uma contenda no início deste ano, não foi incluída nos pactos.

Os sistemas de IA serão integrados às redes de Nível de Impacto 6 e Nível de Impacto 7 do Departamento para “otimizar a síntese de dados, elevar a compreensão situacional e aprimorar a tomada de decisões dos militares em ambientes operacionais complexos”, acrescentou a nota.

Google, OpenAI e SpaceX de Elon Musk — proprietária da empresa xAI — já haviam assinado contratos com o Pentágono para as redes confidenciais das Forças Armadas. O governo Trump não forneceu detalhes específicos sobre como a tecnologia poderia ser usada, mas sugeriu que os modelos podem reduzir o tempo gasto em tarefas, tanto na área de inteligência quanto em operações militares.

Michael Kratsios, diretor do Escritório de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, elogiou os acordos nesta sexta. “Estamos comprometidos em garantir que nossos militares tenham as melhores ferramentas à sua disposição”, declarou em uma postagem no X (ex-Twitter).

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Briga com Anthropic e polêmica

A série de acordos ocorre pouco mais de dois meses depois do Pentágono ter banido Anthropic de trabalhos governamentais confidenciais devido a uma divergência sobre medidas de segurança. A empresa de inteligência artificial temia que sua tecnologia fosse usada para vigilância doméstica ou para a gestão de armas autônomas sem supervisão humana, enquanto o Departamento de Defesa insistia em usar máquinas para “qualquer propósito dentro da lei”.

As tensões aumentaram no contexto da guerra no Irã, onde foi reportado uso sem precedentes de IA em operações como identificação de alvos e direcionamento de ataques, elevando preocupações sobre a extensão da autonomia das máquinas em decisões de vida ou morte. O uso da tecnologia já havia sido registrado anteriormente na incursão militar que capturou Nicolás Maduro na Venezuela, em 3 de janeiro.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse a senadores durante uma audiência na quinta-feira que a Anthropic não concordaria com os “termos de serviço” do departamento. “É como se a Boeing nos desse aviões mandando em quem podemos atirar”, comparou, além de ter chamado o CEO da empresa, Dario Amodei, de “lunático ideológico”.

A Casa Branca amenizou as tensões com a gigante de tecnologia nas últimas semanas, após o lançamento limitado do Mythos, o modelo mais avançado da empresa até o momento. O portal de notícias americano Axios noticiou no início desta semana que a Casa Branca está considerando diretrizes para permitir que agências contornem a designação de risco na cadeia de suprimentos da empresa.



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