A cinebiografia Michael, que conta sobre a trajetória de Michael Jackson, acompanha a infância do o Rei do Pop e segue até 1987, quando o cantor estava prestes a embarcar na turnê mundial do disco Bad, se debruçando sobre a ascensão do astro até o auge de sua carreira. Nessa seleção temporal, o filme mostra pedaços da relação de Michael com a família e algumas de suas manias e hábitos peculiares, além de acontecimentos curiosos em sua carreira que parecem surreais demais para terem acontecido de verdade. Confira, a seguir, o que é real e o que não é nos fatos apresentados em Michael.
O início da relação Michael e MTV
Em dado momento do filme, Michael e seu empresário John Branca vão até o escritório de Walter Yetnikoff, chefe da CBS Records, onde Michael gravava suas canções, para exigir que ele convencesse a MTV a exibir os clipes de Michael. Na época, a emissora transmitia predominantemente músicas de artistas brancos. No filme, porém, é mostrado que Yetnikoff ameaça retirar da MTV todos os clipes de outros artistas da CBS caso se recusassem a transmitir as músicas de Michael. Um executivo da MTV na época, Les Garland, defende que essa história nunca tenha acontecido.
As gangues de Los Angeles e o clipe de Beat It
Para o clipe de Beat It, Michael se prepara de um jeito um tanto quanto inusitado: reúne membros das gangues Bloods e Crips, de Los Angeles, para coreografá-los. Após assistir a uma reportagem sobre a violência causada por esses grupos em LA, Michael teve a ideia de reuni-los e gravar um clipe durante alguns dias, tentando fazer com que se dessem bem. Bob Giraldi, diretor do clipe, confirmou a história em uma entrevista à revista Boards, em 2009, e disse que Michael acreditava que, com o mínimo de supervisão policial, ele conseguiria fazer os grupos alcançarem a paz.
Michael e seu zoológico particular
Na cinebiografia, Michael tem dentro de sua casa um rato, uma cobra, um pavão, uma lhama, uma girafa e posteriormente adota um chimpanzé, que chama de Bubbles. Isso de fato aconteceu: MJ tinha um fascínio por animais e mantinha vários em sua casa, inclusive animais selvagens como tigres e avestruzes. Bubbles, inclusive, usava roupas e sabia realizar algumas atividades humanas, como pegar sorvete na geladeira.

O papel de Quincy Jones
O produtor musical Quincy Jones, interpretado por Kendrick Sampson, teve um papel maior na vida real do que no filme. Enquanto no longa ele aparece basicamente apenas nas cenas da gravação de Off The Wall, primeiro disco solo de MJ, na realidade o produtor trabalhou ao lado de Michael em mais dois de seus álbuns mais populares: Thriller, de 1982, e Bad, de 1987, sendo considerada uma das mentes por trás do sucesso de Michael Jackson.
Acidente durante o comercial da Pepsi e fim dos Jackson 5
Em 27 de janeiro de 1984, Michael foi gravar um comercial da Pepsi junto de seus irmãos, quando uma explosão de fogos de artifício no estúdio fez seu cabelo pegar fogo. Um dos pontos mais dramáticos de Michael, o acidente realmente aconteceu, e o cantor sofreu queimaduras de segundo grau na cabeça, sendo encaminhado para o centro de tratamento de queimaduras de Culver City, na Califórnia. No longa, esse momento é dramatizado como um divisor de águas para Michael, que àquela altura ainda se sentia preso ao seu pai, Joe Jackson, mas queria ter mais autonomia sobre a própria carreira. No mesmo ano, ele saiu em turnê com os Jackson 5 e anunciou em cima do palco, sem avisar o pai, que aquela seria a última apresentação dele com os irmãos.
O filme faz parecer que a ação foi previamente comunicada entre o grupo, mas o livro Michael Jackson: The Magic, The Madness, The Whole Story, do biógrafo J. Randy Taraborrelli, desmistifica essa versão. A obra conta que os demais Jackson não sabiam o que Michael planejava, e que a relação entre eles estaria bastante estremecida naquela época.

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