Ler Resumo

A Região Metropolitana do Recife (RMR) e a Mata Norte de Pernambuco estão, desde a noite de ontem, sendo afetadas por fortes chuvas, que se intensificaram na madrugada e deixaram pessoas em situações de risco, com casos de deslizamentos de terra, desabamentos de residências, quedas de árvores etc. Ainda não há informações de quantas pessoas, no total, ficaram feridos e nem se houve óbitos.

Os alagamentos foram acelerados porque o rio Capibaribe, principal afluente que corta a RMR, começou a atingir suas cotas de alerta, inicialmente no município de São Lourenço da Mata e, em seguida, com risco na cidade vizinha, Camaragibe, na manhã desta sexta, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

VEJA questionou a Defesa Civil do estado sobre os números mais atualizados (quanto choveu até o momento, se houve vítimas fatais, quantos desalojados e desabrigados, quantas incidências de deslizamento de barragens) e obteve como retorno que os levantamentos ainda estão sendo feitos pelas equipes responsáveis.

Apesar de não ter a soma, o órgão destacou alguns dos principais problemas do dia. “Entre as ocorrências mais relevantes, destaca-se um deslizamento de barreira em Paulista, no bairro Jardim Paulista Baixo, que atingiu um imóvel e resultou no desalojamento de oito pessoas, as quais foram encaminhadas para casas de parentes. No Recife, no bairro Passarinho, um deslizamento seguido de desabamento de imóvel levou à informação de duas pessoas soterradas, uma mãe e sua filha. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) estão no local prestando socorro. Em Olinda, no Córrego do Abacate, houve um deslizamento de barreira sem registro de danos humanos ou materiais. O município de Abreu e Lima registrou queda de árvore, alagamento e deslizamento de massa, sem vítimas”, diz nota da Defesa Civil.

Segundo a governadora Raquel Lyra (PSD), 22 pessoas foram resgatadas de locais onde ficaram isoladas, com dificuldade de locomoção, mas sem risco à vida.

Continua após a publicidade

Por sua vez, o prefeito de Recife, João Campos (PSB), que é pré-candidato ao governo do estado, afirmou que algumas cidades já registraram cerca de 200 mm de chuva (o equivalente a 200 litros de água por metro quadrado ou 20 centímetros de altura de água acumulada em uma superfície plana e impermeável) em apenas 12 horas.

Campos ainda informou que entrou em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vários de seus ministros para pedir ajuda ao estado.

Em resposta, Lula publicou uma mensagem nas redes sociais, dizendo que já mobilizou as autoridades federais para darem suporte aos pernambucanos. “Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mobilizou a Força Nacional do SUS no atendimento às vítimas”.

Continua após a publicidade

VEJA tenta contato com a Defesa Civil nacional e a equipe de Góes para saber se já há números concretos das tragédias enunciadas.





Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *