Ler Resumo

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido nesta sexta-feira, 1º, a uma cirurgia no ombro direito para reparo de um grupo de músculos e tendões, chamado manguito rotador, e de lesões associadas. A informação sobre a internação no Hospital DF Star, localizado em Brasília, foi dada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em suas redes sociais.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente voltou para a prisão domiciliar em 24 de março após se recuperar de uma internação para tratar um quadro de broncopneumonia por aspiração. No mês passado, seus advogados solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para realização da cirurgia no ombro.

No pedido, a defesa pediu que o aval incluísse todas as etapas do tratamento, como atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.

Com a liberação, ele foi levado ao hospital nesta manhã e, de acordo com Michelle, a cirurgia deve durar três horas. “Segundo o médico ortopedista, serão cerca de duas horas de preparação — quando será colocado o cateter de medicação — e mais três horas de cirurgia”, escreveu.

Manguito rotador

Conjunto de quatro músculos e tendões, o manguito rotador envolve a cabeça do úmero (o maior osso dos membros superiores) e tem a função de estabilizar e fixar o ombro.

Continua após a publicidade

“Ele é responsável por praticamente todos os movimentos do ombro: elevar o braço, girá-lo para dentro e para fora, e estabilizar a articulação durante atividades do dia a dia e esportivas. É uma estrutura fundamental”, explica Ana Paula Simões, médica do esporte e ortopedista- diretora da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

De acordo com a especialista, o nível de gravidade das lesões na estrutura pode variar de quadros leves, com inflamações e pequenas rupturas parciais, até os mais graves, com rupturas completas nos tendões.

Nos casos leves, os pacientes costuma reclamar de dor e limitações nos movimentos. “No caso mais grave, a pessoa sente dor intensa, fraqueza importante para elevar o braço e ocorre perda significativa da função. Sem tratamento adequado, a lesão pode progredir e comprometer também a cartilagem e o osso, tornando a cirurgia mais complexa.”

Continua após a publicidade

Simões explica que as cirurgias são realizadas com técnica minimamente invasiva, por via artroscópica, utilizando câmera e instrumentos introduzidos por pequenas incisões.

“Durante o procedimento, o cirurgião identifica o tendão rompido e o refixa ao osso utilizando âncoras, pequenos parafusos bioabsorvíveis ou de titânio, que ficam ancorados no úmero e têm fios que suturam o tendão de volta à sua inserção original”, descreve. “Dependendo da lesão, podem ser necessárias duas, três ou mais âncoras. Em casos de ruptura muito extensa e antiga, pode ser necessário o uso de enxertos biológicos para reforço, mas isso é menos comum”, completa.

O processo de recuperação envolve a imobilização do braço por quatro a seis semanas com uso de tipoia. Depois, o paciente deve fazer fisioterapia.

“A recuperação funcional completa leva, em média, de quatro a seis meses, tudo dependendo do tamanho da lesão e da resposta individual. A adesão à reabilitação é tão importante quanto a cirurgia em si”, finaliza.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *