Os Estados Unidos dificilmente serão um mediador eficaz em conflitos internacionais, dadas as suas ações no cenário global, afirmou nesta quinta-feira (30) o alto funcionário de segurança russo, Dmitry Medvedev.

Os comentários de Medvedev, ex-presidente da Rússia, parecem contrastar com a linha oficial do Kremlin de que os EUA desempenham um papel valioso na busca por um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia.

“É quase impossível considerar que um país que sequestra presidentes e inicia conflitos dessa forma possa atuar como um mediador eficaz em todas as situações”, disse Medvedev a uma plateia em um fórum educacional.

Ele parecia estar se referindo à guerra com o Irã e também à operação das forças especiais americanas, ordenada pelo presidente Donald Trump em janeiro, para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo aos EUA para ser julgado por acusações de tráfico de drogas.

No entanto, Medvedev reconheceu que o governo Trump estava se esforçando para resolver o conflito na Ucrânia, ao contrário, segundo ele, do governo do presidente anterior, Joe Biden.

Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, é um dos funcionários mais linha-dura do país e frequentemente faz comentários ácidos sobre assuntos globais.

Na mesma palestra desta quinta-feira (30), ele afirmou que a Europa está passando por um processo de militarização que comparou à preparação para a Segunda Guerra Mundial.

Medvedev também disse que 450 mil pessoas assinaram contratos para ingressar nas Forças Armadas da Rússia em 2025 e outras 127 mil somente neste ano.

Após uma mobilização obrigatória impopular em 2022, Moscou agora depende do recrutamento de soldados profissionais para travar a guerra na Ucrânia, que já dura cinco anos, e oferece a eles pagamentos generosos para o alistamento.

Nem a Rússia nem a Ucrânia divulgam publicamente o número de baixas.

O veículo de notícias russo Mediazona afirma ter confirmado pelo menos 213.858 mortes de militares russos até a semana passada, em um projeto investigativo conjunto com o serviço russo da BBC.



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