Arrascaeta foi operado nesta quinta-feira (30), após sofrer uma lesão na clavícula no jogo do Flamengo contra o Estudiantes, pela Libertadores. A celeridade no procedimento é justificada: o jogador tenta voltar a tempo de defender o Uruguai na Copa do Mundo de 2026.

Nas redes sociais, ele postou uma foto ainda no hospital, ao lado da esposa Camila Bastiani, e agradeceu as mensagens de apoio. “Coisas que fazem a diferença. Muito obrigado a todos pelas mensagens de carinho. ‘Quem aprende a se levantar nunca teme a queda'”, escreveu. Segundo Fernando Sassaki, chefe do Departamento Médico do Flamengo, ele deve receber alta amanhã (1º).

A queda e a quebra

O camisa 10 rubro-negro sofreu uma queda aos 16 minutos do primeiro tempo no jogo pela Libertadores e demonstrou grande incômodo no ombro direito ao levantar — as equipes acabaram ficando no empate por 1 a 1.

Ainda no chão, Arrascaeta botou a mão no rosto como se estivesse chorando. Ele não teve condições de seguir na partida, foi substituído pelo meia colombiano Carrascal e seguiu direto para o vestiário do estádio Jorge Luis Hirschi.

Principal jogador do Flamengo e titular da Seleção Uruguaia, Arrascaeta terá menos de um mês e meio para se recuperar, já que a Copa do Mundo começa em apenas 43 dias — a participação do meia no Mundial, portanto, passa a ser uma incógnita

Especialistas avaliam o caso

A CNN Brasil ouviu médicos para entender melhor a situação do jogador uruguaio. O ortopedista João Manoel, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, detalhou as etapas esperadas para o retorno do jogador às atividades.

O tempo de recuperação da fratura deve ser de aproximadamente seis semanas. “Necessita de seis semanas para a consolidação, podendo variar conforme o desvio da fratura e a progressão”, explicou o médico.

Já o fisioterapeuta esportivo Carlos Ramos preferiu não estimar um tempo específico de recuperação de Arrascaeta. Para ele, é preciso levar em consideração componentes físico, psicológico e contextual, importantes nesse tipo de lesão.

“Minha leitura clínica vai além do tempo biológico de cicatrização. Do ponto de vista estrutural, a fixação com placa e parafusos tende a dar estabilidade e permitir uma progressão mais rápida. Porém, o retorno ao futebol não depende apenas da consolidação óssea. Envolve recuperar mobilidade plena do ombro, força para suportar contato e, principalmente, confiança para cair, disputar e proteger o corpo em situações de jogo.”



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *