
A Câmara dos Deputados aprovou moção de repúdio e declaração simbólica de persona non grata no âmbito da Casa contra o empresário Paolo Zampolli, amigo e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A iniciativa foi uma reação institucional às declarações misóginas, xenófobas e violentas feitas por Zampolli contra mulheres brasileiras.
Em entrevista à emissora italiana RAI, o conselheiro de Trump afirmou que mulheres brasileiras seriam prostitutas e uma raça maldita.
Não foi a primeira vez que o nome do empresário apareceu em episódios de violência contra as mulheres. Além de ter sido acusado de abuso sexual e violência doméstica pela ex-mulher, Zampolli é citado diversas vezes em e-mails do bilionário Jeffrey Epstein, chefe de rede internacional de exploração sexual.
“Os minúsculos em moral ou amoral mesmo são os que matam e exploram meninas e mulheres – vide os feminicídios daqui, as explorações sexuais daqui, até os horrores repugnantes e criminosos do caso Epstein, nos Estados Unidos”, afirmou a deputada federal Heloisa Helena, uma das signatárias da moção de repúdio.