
O ex-jogador de futebol Robson de Souza, o Robinho, constituiu um novo advogado no último habeas corpus que ele apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar sair da prisão, onde cumpre a pena de nove anos de prisão por participar do estupro coletivo de uma mulher albanesa dentro de uma boate, na Itália, em 2013.
Até então, a defesa do ex-atleta vinha sendo feita pelo escritório do advogado José Eduardo Rangel de Alckmin, que é primo do vice-presidente da República Geraldo Alckmin. Nesta quarta-feira, 29, ele juntou uma nova procuração, dando poderes ao advogado Bruno Dias Cândido para lhe representar.
Cândido é mineiro e foi nomeado para compor o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça, em maio do ano passado, durante a gestão de Ricardo Lewandowski na pasta. Ele já tinha sido nomeado outra vez para esse Conselho quando Flávio Dino chefiava o ministério.
Embora tenha constituído um novo defensor, Robinho não retirou Alckmin da defesa. A reportagem questionou o advogado sobre a sua permanência no caso, mas não teve retorno até a publicação da matéria.
Desde que a sua condenação na Justiça italiana foi homologada no Brasil e ele começou a cumprir pena, Robinho tentou várias investidas no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser colocado em liberdade. Ele já apresentou trêas habeas corpus, nenhum com sucesso.
Nesse último, que é de novembro do ano passado, o ex-astro do Santos pediu que fosse retirada da sua condenação a classificação de crime hediondo, para que ele possa ter regras mais brandas para a progressão de regime. O caso está parado há cinco meses, sem andamento.
Robinho estava cumprindo pena em Tremembé II, o “presídio dos famosos”, onde estão vários condenados que tiveram grande repercussão midiática, como o empresário Thiago Brennand e o médico Roger Abdelmassih. Com a repercussão da série televisiva sobre a penitenciária, a defesa de Robinho pediu que ele fosse transferido para Limeira, em uma unidade prisional distante dos holofotes.