A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 29, é vista por petistas como um gesto de “politização” das indicações para a Corte e como um gesto que agrava a crise entre os Poderes da República. O nome de Messias foi barrado por 42 votos a 34.

“O Senado Federal, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, comete um grave erro, politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante. Essa postura do Senado Federal também gera uma importante instabilidade institucional”, disse o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Ele complementou falando que a instabilidade política está relacionada às dificuldades de crescimento econômico: “Em um momento de tamanha instabilidade mundial, onde a racionalidade perde espaço para o ódio e para a intolerância, no Brasil deveríamos dar exemplos de paz política e estabilidade. Não existe na história registro de um país que tenha crescido economicamente na instabilidade política e institucional”.

O cacique também disse que a rejeição do nome de Messias mostra “disposição de setores do Congresso Nacional de enfraquecer o Judiciário brasileiro e transformar uma indicação qualificada em disputa política para enfraquecer a democracia”.

O presidente do Prerrogativas, grupo de advogados próximo ao governo Lula, analisa que a rejeição do nome de Messias afeta todo o “sistema de freios e contrapesos”, que mantém o equilíbrio entre os Três Poderes. “Se equivocam os que acham que é uma derrota de Lula. É uma derrota compartilhada, de todo o sistema de freios e contrapesos”, afirma Marco Aurélio de Carvalho, que foi um dos principais avalistas do nome de Messias ao Supremo.



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