
Logo após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofrer uma derrota histórica com a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta, 29, o líder governista no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), minimizou o ocorrido.
“Não diria que foi uma surpresa”, disse. “Essa é a circunstância do Senado atualmente, sobretudo pressionado pelo processo eleitoral.”
É a primeira vez em mais de um século que os senadores rejeitam uma indicação presidencial para a mais alta corte do país.
“Não é agradável para ninguém depois de tantos anos ter a rejeição de um candidato ao STF”, concedeu Randolfe. Ele se manteve otimista, no entanto, em relação ao resultado das urnas em outubro. “Lula será reeleito, isso não tem impacto nenhum. Essa é uma decisão do Senado, não do povo brasileiro.”
Sobre a relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o parlamentar disse que “continua a mesma”. “Mantém a mesma institucionalidade, com o respeito que a Presidência da República tem com a presidência do Senado”, afirmou.
Segundo ele, o governo ainda vai avaliar como prosseguir. “O presidente vai avaliar. Não tem nenhum nome [alternativo]. Tivemos um resultado que não foi favorável, um revés. Agora vamos avaliar e o presidente deve usar da prerrogativa que tem de fazer uma indicação.”