
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 2,37% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo IBGE. O resultado mostra aceleração nos preços da indústria e foi acompanhado por alta em 18 das 24 atividades industriais pesquisadas.
O indicador mede a variação dos preços sem considerar impostos e fretes e funciona como um termômetro dos custos industriais antes dos produtos chegarem ao consumidor final. No acumulado de 2026, o índice já sobe 2,53%. Em 12 meses, porém, o IPP ainda registra queda de 1,54%, apesar da recuperação frente ao recuo de 4,39% observado em fevereiro.
Entre os setores com maiores altas em março, o principal destaque ficou para as indústrias extrativas, que dispararam 18,65%. Na sequência apareceram outros produtos químicos, com avanço de 5,03%, refino de petróleo e biocombustíveis, com 4,24%, e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos, que subiram 2,50%.
As indústrias extrativas também exerceram o maior peso sobre o resultado geral da indústria, contribuindo com 0,81 ponto percentual da alta total de 2,37%. O setor de alimentos teve influência de 0,45 ponto percentual, enquanto refino de petróleo e biocombustíveis respondeu por 0,41 ponto e produtos químicos por 0,40 ponto.
No acumulado do ano, as maiores variações foram observadas nas indústrias extrativas, com alta de 19,58%, seguidas por outros produtos químicos (7,09%), impressão (4,29%) e metalurgia (3,88%).
Já na comparação anual, o IPP continua pressionado por segmentos específicos. O setor de impressão liderou as altas em 12 meses, com avanço de 18,61%, seguido pelas indústrias extrativas, que acumularam alta de 11,59%. Por outro lado, alimentos registraram queda de 6,74% no período.
Segundo o IBGE, os setores de alimentos e refino de petróleo seguem entre os principais responsáveis por manter o índice anual em território negativo, apesar da recuperação observada nos últimos meses.