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indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (MSF 7/2026), Jorge Rodrigo Araújo Messias.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação)
A derrota acachapante de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, no Senado foi recebida com surpresa no Palácio do Planalto, não pelo revés, mas pelo placar elástico imposto pela oposição e pelo Centrão.
Para ter sua indicação aprovada, o titular da AGU precisava de 41 votos favoráveis. Quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, proclamou o resultado, o placar apontava para 34 votos a favor e 42 contrários.
Auxiliares do petista avaliam que os números sugerem que o amapaense participou da articulação para derrotar o nome escolhido por Lula para a Corte.
O entendimento é que é o momento de se resguardar, esperar a poeira baixar para voltara a tratar do assunto.
Até por isso está concretizado o cenário de o petista não tentará construir nada relacionado a esse tema antes da eleição de outubro. Retoma o tema caso seja consagrado nas urnas mais uma vez em outubro.
Fontes próximas do presidente veem poucas chances de ele adotar Rodrigo Pacheco como plano B para essa missão, porque isso seria dar exatamente o que Alcolumbre sempre quis.
No ano passado, o chefe do Congresso ficou contrariado com a decisão de Lula de indicar Messias. Ele queria que o petista tivesse escolhido o senador mineiro para o posto.
Interlocutores de Lula afirmam que o presidente procurou normalizar o resultado, afirmando que, assim como ele tem a prerrogativa de indicar, os senadores é quem tem o direito de aprovar ou rejeitar o escolhido.
O objetivo é evitar que o desfecho seja encarado como o fim do governo e não flertar com um eventual ensaiamento do Executivo com o Legislativo.