A PF (Polícia Federal) devolveu, nesta terça-feira (28), as credenciais de trabalho de um agente americano que atua na sede da corporação em Brasília. O funcionário havia perdido a autorização na semana passada pelo princípio da reciprocidade, mas permanece no país.

A medida contra o agente foi uma resposta à gestão de Donald Trump, que determinou a saída dos EUA de um delegado brasileiro envolvido na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem. Com a suspensão das credenciais, o americano estava impedido de acessar a sede da PF e os sistemas de cooperação policial.

Com a suspensão das credenciais, o americano estava impedido de acessar a sede da PF e os sistemas de cooperação policial.

Diferentes aplicações da reciprocidade

O imbróglio diplomático atingiu dois cidadãos americanos de formas distintas. Enquanto o agente da PF recuperou seu acesso hoje, um segundo integrante do governo dos Estados Unidos precisou deixar o território nacional.

Por determinação do Itamaraty, Michael Myers teve sua permanência no Brasil interrompida e deixou o país na última quarta-feira (23), também sob o princípio da reciprocidade

Relembre

Em 20 de abril, o governo dos Estados Unidos solicitou a retirada do país de um delegado brasileiro ligado à prisão de Ramagem, na Flórida.

Sem mencionar nomes, autoridades americanas declararam, em publicação nas redes sociais, que um agente brasileiro teria tentado “burlar pedidos formais de extradição” com o objetivo de promover “perseguições políticas” em território norte-americano.



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