Apontado pela Polícia Federal (PF) como proprietário do avião que transportou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em um voo sob investigação, Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandinho OIG” (foto em destaque) nas redes sociais, atua no setor de apostas online e já foi alvo de apurações no Congresso Nacional.

A PF investiga se um auditor da Receita Federal cometeu os crimes de prevaricação e descaminho ao permitir que bagagens do voo que transportava Motta e Nogueira entrassem no Brasil sem fiscalização.

Segundo a PF, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior ingressaram no país sem passar por raio-x na noite de 20 de abril de 2025. O caso ocorreu no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, descrita pela corporação como uma “ilha caribenha conhecida por ser um paraíso fiscal desde 2016”.

Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF

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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF
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Bagagens que não passaram por fiscalização no desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, segundo a PF

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Imagens do desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional
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Imagens do desembarque do piloto José Jorge de Oliveira Júnior, no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional

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O voo foi feito em um avião particular atribuído a “Fernandinho OIG”. Natural do Maranhão, ele é fundador e CEO da empresa One Internet Group (OIG), que atua com tecnologia, publicidade digital e plataformas de apostas online.

Antes de migrar para o setor digital, o empresário atuou no meio artístico e chegou a trabalhar com produção e gestão de carreira de influenciadores e artistas.

Fernandinho OIG, entretanto, ganhou maior projeção ao ser associado ao “jogo do tigrinho” (Fortune Tiger), plataforma de apostas amplamente difundida no Brasil.

Ele foi apontado como representante do jogo no país. Em novembro de 2024, prestou depoimento à CPI das Bets e negou ser o dono da plataforma.

Na ocasião, ele ainda afirmou que sua empresa estava autorizada a operar no país e atuava dentro das regras estipuladas pelo Ministério da Fazenda.

No mesmo mês, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou um pagamento suspeito de R$ 1,7 milhão da OIG a uma empresa em nome de uma faxineira de São Paulo. A transferência foi analisada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro das bets.

Nas redes sociais, Fernandinho construiu uma imagem de empresário de sucesso, com ostentação de carros de luxo, jatinhos e viagens internacionais.

Além de Motta e Nogueira, estavam a bordo do mesmo avião, de acordo com a PF, os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A lista de passageiros incluía ainda o ex-vereador de Teresina Victor Linhares, alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga ligações entre o crime organizado e o setor de combustíveis.



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