
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira, 27, que não vislumbra uma vitória nem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e nem do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial deste ano.
O cacique defendeu o presidenciável da legenda, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que, apesar de as pesquisas mostrarem uma polarização do eleitor em torno de Flávio e de Lula, ainda há espaço para crescimento de candidaturas alternativas.
Kassab participou do terceiro Almoço Empresarial da série “Cenários do Brasil 2026”, do LIDE, de João Doria, em São Paulo. Durante o evento, ele comentou o que classificou de mau “desempenho pessoal” de Jair Bolsonaro, o que, por sua vez, teria levado à derrota para Lula em 2022.
“Bolsonaro assumiu em 2018 sem nenhuma vocação para a vida pública. Não tem bom desempenho pessoal, muito pelo contrário, ficou aquém da expectativa brasileira (…). Teve um desempenho pessoal tão ruim que, quem estava do outro lado, ganhava. E do outro lado [em 2022] estava Lula. Mas hoje, sinceramente, não vejo o Lula e nem o [Flávio] Bolsonaro ganhando a eleição”, disse.
Sobre o governo do ex-presidente da República, Kassab afirmou que, apesar dos resultados negativos de sua gestão, Bolsonaro teve “muitos bons ministros”, entre eles Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).
De acordo com o cacique, as pesquisas eleitorais mostram Lula e Flávio Bolsonaro isolados na liderança da corrida eleitoral, mas o cenário pode passar a mudar a partir dos próximos meses, até as convenções, que acontecem no início de julho.
“À medida que as outras candidaturas avançarem, ele [Caiado] também vai crescer. Porque o que o brasileiro quer é mudança. E nem Lula e nem Bolsonaro fizeram isso”, disse.
Ainda sobre a disputa presidencial, Kassab afirmou que a população brasileira está “cansada” tanto de Lula quanto do bolsonarismo, e que o fastio se deve a, por exemplo, os escândalos de corrupção de ambos os lados. Ele também afirmou que o eventual candidato a vice de Caiado será escolhido por um critério “eleitoral e administrativo”, e que será uma pessoa que, além de representar uma resposta aos anseios dos brasileiros, possa ajudar Caiado não apenas a vencer as eleições, mas também a governar o país.
Kassab afirmou ainda que o PSD — que tem integrantes no governo Lula — não tem feito “bravatas” para obrigar correligionários a deixarem a Esplanada e nem o entorno do petista.
“Nós não estamos cometendo bravata de que tem que sair do governo. Quem não está no nosso projeto se afastou do partido. Alexandre de Paula, Alexandre Silveira, Carlos Fávaro. Mas temos candidatura própria que é o Caiado”, prosseguiu.